O que significa deter o poder no mundo da informática?

A propósito da guerra aberta entre a Google e a Microsoft, perguntas e respostas (*).
Pergunta – Informação é poder. Acha, que cada vez mais, esta citação é uma realidade?
Resposta – Não diria “cada vez mais”. A informação sempre foi poder. Estando a mudar o acesso à informação, os equilíbrios de poderes levarão por tabela.
O que significa deter o poder no mundo informático?
Significa ter uma base de clientes maior que a concorrência.
O que despoleta esta “guerra” entre as empresas? LER CONTINUAÇÃO :.
Microsoft com mais uma brilhante inovação de alta tecnologia!
Fazendo jus à sua Nunca É Demais Repetir Justa Fama de Grande Inovadora Tecnológica, Mãe de Todos Os PCs, Inventora da Internet e Fundada Pelo Maior Inovador Tecnológico Da Galáxia, a Microsoft acaba de se sair com mais uma brilhante invenção de alta tecnologia, capaz de roubar a liderança do mercado online à Google, de estancar a migração cada vez maior de clientes para a Apple e de assegurar um futuro brilhante e risonho aos accionistas que, como é sabido, vão salvar os pobrezinhos do mundo com as suas doações.
Ofereceu 300 milhões de dólares a Jerry Seinfeld para fingir que não é um Mac user e passar a exibir o logotipo da Microsoft na camisola, contratou uma agência de publicidade “cool” e vai usar outras figuras públicas na esperança de que as pessoas se esqueçam de rimar Microsoft com flop e o Vista desapareça de vista.
É realmente Uma Grande Inovação. Perdão: Mais Uma Grande Inovação. Nunca a Apple se lembraria de usar Bob Dylan para promover o iTunes ou Jeff Goldblum em anúncios a Macs.
Microsoft: que futuro depois de falhar a aquisição do Yahoo?
A Microsoft falhou a aquisição do Yahoo. A questão agora é: qual o seu futuro?
Steve Ballmer comprometeu o futuro da empresa por uma mera questão de dinheiro. O Yahoo abriu a boca, compreendendo — e fazendo compreender àquelas cabeças duras — que lá por estar atrás da Google, não é propriamente um gigante abatido. Tem muito por onde fazer bem feito, a web em movimento de expansão está longe de esgotada.
A Microsoft, pelo contrário, não consegue passar do papel de fraca imitadora dos modelos de negócio criados por outros. Continua a confiar a sua capacidade a um paradigma em vias de extinção: o de que os utilizadores se confinam ao que o seu sistema operativo lhes propõe. Todos os webservices que lança assentam na relação com a sua base de clientes.
Isto em si mesmo não é mau, pelo contrário. É bom trabalho, pelo menos manter a clientela, evitar rupturas dramáticas.
Mas é um exercício limitador. Não há crescimento nem expansão para as novas áreas de negócio da web.
Sem o Yahoo, com a sua colossal base de clientes, a sua boa imagem e a sua extraordinária capacidade tecnológica e criativa, a Microsoft não tem por onde se virar.
Fico a aguardar com expectativa os próximos passos.
(Nota: os mainstream media portugueses não foram capazes de acompanhar em tempo útil a evolução deste assunto, apesar da sua importância. Ficaram-se pelas fontes tradicionais, o que foi um erro: meia hora antes de eu saber — e eu soube tarde, ontem foi um sábado um tanto relaxado — que Ballmer desistia, a Lusa tinha um despacho inacreditável, onde dizia que as “negociações prosseguiam em silêncio”. Este despacho estava a sair automaticamente nos jornais nacionais, entre eles o Expresso, já depois de o mundo saber que as negociações tinham estoirado horas antes e de dezenas de blogues estaram a discutir os pormenores da notícia. Basta seguir as boas fontes, mesmo jornalísticas, para isto não acontecer. O mundo mudou, a velocidade mudou.)
Microsoft e interoperabilidade — ou a história da carochinha 2.0, 3.0, 4.0…
A Microsoft anunciou um “pacote de iniciativas para a interoperabilidade” que — informa o solícito responsável pela Estratégia de Plataformas da Microsoft em Portugal, Marcos Santos — está em linha com o que o mercado no geral vem pedindo aos vários fornecedores de tecnologia: mais interoperabilidade, mais abertura e mais estandardização/normalização.
O problema de Marco Santos é o problema geral da Microsoft: é difícil acreditar no que dizem. LER CONTINUAÇÃO :.

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DoMelhor
Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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