Alexandre Gamela aposta “que para o ano aparece um modelo [de telemóvel] com um botão Twitter“, numa entrevista que lhe fizeram sobre o fenómeno do ano.
O Alexandre é um dos jornalistas portugueses melhor informados sobre a web 2.0.
Eu acho a aposta um pouco arriscada — diria dentro de 2 anos, Alexandre
Mas o objectivo dele é curial. Na verdade, está mais do que na hora de os jornalistas prestarem atenção ao Twitter — e não me refiro a fazerem reportagens (embora pudessem começar por aí). Refiro-me a usarem-no profissionalmente. O Twitter é, entre outras coisas, uma fabulosa ferramenta de crowdsourcing — ou, se preferirem uma linguagem mais académica, uma fabulosa ferramenta sociológica.
E é outra coisa. É uma ferramenta global.
Agora, penso que estamos a entrar numa fase de encantamento excessivo. É verdade que é a todos os títulos admirável a quantidade de serviços feitos em cima do Twitter que surgem todas as semanas. É quase como vermos a web a nascer de novo, um laboratório, o Twitter é um micro-aquário onde podemos ver o big bang do efeito de rede e a propagação das suas ondas de choque, a sua evolução entrópica, é uma web à escala.
Mas não é menos verdade que há manifestos exageros. O artigo de Paul Bradshaw The Chinese earthquake and Twitter – crowdsourcing without managers relacionando o Twitter com o terramoto sentido na China fornece um quadro realista. Paul está empolgado, naturalmente (eu também estou) mas tem ali feedback suficiente para uma reflexão sobre os exageros em torno do Twitter.
Dito isto, recomendo uma vez mais — em especial aos leitores que também são jornalistas ou alunos de Comunicação Social — a leitura das respostas do Alexandre, e em especial a número 3, como é que o twitter pode ser usado no jornalismo?
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