É a Glória para os Dom Quixotes De La Póvoa (post com brinde)
A minha opinião sobre o caso do ano — um tribunal português mandou fechar um blogue e a Google cumpriu a providência cautelar, embora com atraso — é fraca, como iremos ler. Já o João Caetano exprimiu-se de uma forma exemplar num artigo de opinião em boa hora encomendado pelo Expresso Multimedia — e eu declaro desde já que não tive nada a ver com a escolha, acertadíssima, do autor de Goodnight moon. Leiam A blogosfera e o mundo fora dela.
Escolho, negrito meu: “A blogosfera, ou pelo menos a sua parcela a que se convencionou chamar “blogosfera política”, é um espaço de intervenção e opinião que se deseja pouco regulamentada. Mas a blogosfera não existe fora da biosfera e está obviamente sujeita às regras desta.
Um dos colaboradores do blogue suspenso, comentava assim a decisão dos autarcas em interpor a providência cautelar que o tribunal julgou procedente: “(É uma) atitude prepotente, autoritária e fascizóide”. Não, não é. É uma decisão que lhes cabe de inteiro direito e à qual o tribunal – biosférico – reconheceu mérito. Instâncias superiores poderão ter opinião diferente mas isso nunca retirará legitimidade ao pedido feito“.
Aplauso rápido e ponto final parágrafo. Os regulares compadres das teorias das censuras que regulem à sua vontade: não há ponta por onde safar o seu Grande Tony Vieira, Mestre Do Viagra no Hi5 (http://povoaonline.hi5.com/).
O João Pedro Pereira, no Tecnopolis, diz outra verdade — que eu peço emprestada e esborrato (sem culpa para ele) numa apropriada mancha caricatural para fazer o título os dom quixotes de La Póvoa. “Um blogue infringiu a lei e foi, por isso, suspenso. Mas os responsáveis pelo Póvoa Online já abriram um novo blogue, chamado Póvoa Offline, também a funcionar no Blogger.
Este novo blogue, aliás, terá muito mais visibilidade que o anterior, graças à cobertura mediática do caso” (em Blogue português suspenso por tribunal)
Se clicarmos no segundo link vemos a cobertura mediática. Escaldados com o caso Caldeira, os diferentes media desta vez saltaram de imediato em cima do bolo mal saiu do forno.
Ainda bem. O “meu” Expresso esteve em cima e tirando a falta de links (eu sou crítico) fez tudo bem.
O quixotismo bacoco e de humor rasca do cidadão que se assina Tony Vieira, com contas nesse nick espalhadas por meia web 2.0, compete directamente com o gongorismo dos autarcas queixinhas: sem a decisão do tribunal, o blogue povoaonline levaria a sua gloriosa existência aos putativos 83 leitores diários (de resto um grupo fechado, como se pode observar nos menos de 50 links que o blogue tinha até há 2 dias atrás), mas agora, ganha a providência cautelar e fechado aquele blogue, fica a barra do presidente limpa da difamação — e centenas de milhar de pessoas que até aqui tinham conseguido sobreviver, sabe-se lá em que dramáticas circunstâncias, sem uma tão importante informação nas suas vidas podem agora avaliar em todo o esplendor o mau gosto de Tony Vieira e a sua decidida falta de jeito para a colagem, que rivaliza com a rarefacção de assunto patente nos seus “posts” com factualidades copiadas dos jornais mascarados com opinião “criativa” em cima, a grandiosidade “justiceira” das “denúncias” prontamente secundadas pela blogosfera veneranda da má língua, o fascínio pelas mamas grandes e a obsessão (recente) com os vendedores de Viagra. Tudo argumentos que — espero bem — pesaram na decisão dos corajosos juristas que tiveram de aturar tudo isto.
Mais? Cá está mais.
1. Mandam as regras do stalking que se redobre a actividade sempre que se é reconhecido, arf arf. Pelo que, caro presidente da Câmara da Póvoa, vá preparando os advogados não apenas para mais do mesmo com o povoaoffline, como para a amplificação de sinal através daquela parte da blogosfera que não pensa, reage — e vai a todas. A sua acção teve o condão de multiplicar por dezenas de milhar o número de receptores da lixarada que “o Tony”, numa hora infeliz, despejou em cima de nós, que fomos capa da Time.
2. Não tinha efectivamente notícia de providências cautelares, mas blogues e tribunais é tema velho por cá. Eis uma pesquisa que dará páginas e páginas de entretém a quem gosta disto.

3. E — tcharan — um brinde para o tribunal, os media, Tony Vieira, Macedo Vieira e Couto Pereira e acima de tudo para todos quantos lamentaram o “desaparecimento” e temem pela liberdade “ameaçada” pelo “regime” “do” Sócrates: o blogue foi apagado mas os conteúdos, isso fia mais fino. Vamos lá recomeçar tudo outra vez pelo princípio, AQUI (e há mais, o Google não tem tudo à vista).
Os bits não se apagam como manchas de tinta
Vamos todos recomeçar do princípio. Repitam comigo: os bits não se apagam como as manchas de tinta, a rede requer abordagens diferentes de uma Justiça adaptada ao meio ambiente digital, a web social não é a comunicação social. Ok? Os bits não se apagam como as manchas de tinta, a rede requer abordagens diferentes de uma Justiça adaptada ao meio ambiente digital, a web social não é a comunicação social.
Os bits não se apagam como as manchas de tinta, a rede requer abordagens diferentes de uma Justiça adaptada ao meio ambiente digital, a web social não é a comunicação social.
Os bits não se apagam como as manchas de tinta, a rede requer abordagens diferentes de uma Justiça adaptada ao meio ambiente digital, a web social não é a comunicação social.
Os bits não se apagam como as manchas de tinta, a rede requer abordagens diferentes de uma Justiça adaptada ao meio ambiente digital, a web social não é a comunicação social.
Acções
Guardar/partilhar:
Facebook
Twitter
delicious.com
DoMelhor
Assinar publicação:
feed RSS
e-mail diário
Debate
Ainda sem opiniões no artigo “É a Glória para os Dom Quixotes De La Póvoa (post com brinde)”
Deixe a sua opinião
Textos mais recentes
- The last laugh – If self-published writers owned the midlist #LerComCalma (mais 2 links) em 3 de Setembro de 2010
- Top 10 – Richest Men (of All Time) (mais 1 link) em 1 de Setembro de 2010
- Regras de análise económica para a oposição (segundo João Miranda) em 31 de Agosto de 2010
- As (importantes) mudanças no USA Today, segundo maior diário americano em 30 de Agosto de 2010
- We Dont Hate You – Dear America… (mais 1 link) em 30 de Agosto de 2010

Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou consultor de new media, jornalista e escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
Siga o feed RSS
Receba a edição diária por e-mail
Não percebo. Os blogues da Póvoa são mauzinhos mas é só isso que os separa do blogue contra o Nobre Guedes? A qualidade dos textos?
Até que ponto é lícito criar um blogue para denunciar algo?
Deve-me estar a faltar alguma peça para conseguir perceber a diferença…
Tu consideras difamar. Eu considero humor. Aquele blog tinha muito humor.
Paulo, tens que começar a fazer resumos do teu texto, que tive que ler tudo, e duas vezes, para entender as coisas todas.
Rui
Infelizmente o direito à imagem em Portugal é independente dos actos do visado. Portanto um blogue que acuse, seja do que fôr, está sempre lixado. Quem tiver dúvidas, veja o caso do Público vs Sporting: http://www.dgsi.pt/jstj.nsf/954f0ce6ad9dd8b980256b5f003fa814/2977b1d06e94b2e58025729800577374?OpenDocument
Cá estamos de novo no problema dos social média e no conteúdo produzido pelo utilizador… (Já citado noutro artigo sobre um programa da SIC ) aqui o problema aparece de facto um pouco mais claro será que só podem existir blogues e conteúdo produzido por utilizadores unicamente licenciados o com doutoramentos ?? o senhor da esquina “os rascas” não pode fazer blogues ??? claro no tempo da televisão a 2 canais e de raros jornais pouco escolha se tinha era os “média obrigatórios” , o que nos obriga agora a ler milhares de blogues e videos?? a maoir parte não são vistos !! o fenómeno “0 comments” (daqui a pouco existe mais produtores de conteúdos que de leitores !!!) a nossa visão tem que mudar e o sistema de justiça também.
O resultados de isto é que un senhor dizia mal de outro sem grande talento e ninguém lia nem ligava ao assunto certamente, o que a justiça veio fazer é precisamente dar importância a coisas que não tinham e e fazer de uma pessoa sem importância uma glória do momento, e mais nada
Mais do que dissertar sobre quem é merecedor ou não do feedback proporcionado pelos media, cabe-nos reflectir sobre um eventual precedente criado.
A minha experiência pessoal (uma vez que estive directamente envolvido no caso do blogue Diário de um Jornalista, que motivou o despedimento de várias pessoas, eu incluído…) leva-me a pensar que se fosse o cidadão anónimo a ver a sua “honra e dignidade” vilipendiadas em determinado blogue e talvez a justiça não chegasse à mesma conclusão.
A partir do momento em que não existe nenhuma regulamentação específica para os conteúdos digitais fora do âmbito dos OCS (não existe, por exemplo, o direito à resposta, ficando sempre dependente da vontade do autor do blogue…) há que depreender que, como em tudo na vida, existem extremos. Se o blogue em questão se limitasse a denunciar eventuais más políticas administrativas, teria maior moral para fortalecer a ideia de censura?
Temos, obrigatoriamente de reflectir nisto: a diferença entre este caso e o Do Portugal Profundo está no nome do autor ou na forma como este abordou os temas?
Karl Marx, parece-me claro que está na forma como abordou os temas.
“o que a justiça veio fazer é precisamente dar importância a coisas que não tinham e e fazer de uma pessoa sem importância uma glória do momento, e mais nada” — correctomundo. É a essência do meu ponto. Há que rever isto. Os efeitos da Justiça não foram neste caso os esperados, eu diria que pelo contrário.
Rui, e tens de ler pela 3ª vez. Eu tb considero humor. Sem piada e de mau gosto, mas humor. Até tu a usares, a palavra difamação não contava desta página.
[...] agora recomendo a leitura dos posts do Paulo Querido, do João Caetano e do João Pedro [...]
O nome Paulo Querido diz-me alguma coisa, mas ainda não consegui descobrir. Não sei se é jornalista, professor, advogado, político (que também é profissão) ou simplesmente cidadão.
É a primeira vez que cá venho. Peço desculpa por não ter vindo antes.
O povoaonline não era escrito para leitores como Paulo Querido, como deve imaginar, e o humor eventual que lá se encontra só estava ao alcance dos tais 85 diários, que até seriam 400.
É triste saber que quando se escreve poucos lêm.
Paulo, difamação = denunciar, enganei-me na palavra. Sabes como é a minha mente perversa.
Rui
Caro povoaoffline, ao contrário de si, eu tenho um nome e um rosto.
Isso marca alguma diferença?
Marca alguma, sim.
É que enquanto eu não poderia saber alguma coisa sobre si (para além do que se adivinha pelo que escreve e a forma como o faz), sobre mim você (e qualquer pessoa) pode saber muita coisa.
Pode logo começar pela página Acerca, colocada no início destas minhas páginas. Dispõe do meu currículo. Coloque o meu nome no Google e terá mais respostas sobre quem eu sou e o que faço e o que dizem de mim.
Logo, a sua débil tentativa de lançar alguma confusão sobre quem eu eu sou e a autoridade que terei denuncia apenas e só a sua dificuldade em perceber como funciona a web e a blogosfera.
Sabe, isto não é só abrir um blogue e publicar o que nos vêm à mona. Pode até ter um momento de glória — e você está a tê-lo, disfrute! — mas a glória não significa, nem mesmo neste meio, nenhum tipo de garantias sobre as qualidades do glorificado, sejam elas técnicas, racionais, ou humanas.
Diz que seriam 400. Tomo a informação da mesma forma que tomo tudo o mais que li e vi saído da sua imaginação. Procurei alguma coisa sobre a circulação do povoaonline e do que vi não acredito no seu número — até prova em contrário.
Faça favor. Provas? Ou é pedir muito, tendo em conta a quem pergunto?
Rui, não sei — e ainda bem — mas às vezes tenho uma ideia
«Prova» é um conceito estranho a esses senhores… A sua especialidade passa mais pela insinuação e a calúnia. Agora arranjaram mais uma: são vítimas da censura fascizóide, especialidade através da qual aproveitam para apresentar como justificação da sua irresponsabilidade e para fazer queixinhas à consciência democrática de todos.
Essa conversa comigo não pega. Pessoas destas é que dão mau nome à blogosfera e aos bloggers. Querem denunciar? Parabéns. Denunciar é fácil, denunciar com credibilidade é que é mais complicado. Jornalismo de cidadão deve ser feito também com jornalismo.
Oh Narco, não me venhas tu falar de sensura que não sou eu que modero posts “normais” aos users só porque sim.
Continua assim a falar das coisas à toa, quando quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras, e perdes aos pontos o respeito que eu tenho por ti.
Rui
Perdi o respeito do Rui Cruz. Nunca mais venho à Internet.
Bem, vamos lá esclarecer umas coisas: escreve-se Marco, não Narco. Mas gostei da troca do M pelo N. Acho que a próxima vez que gerar um link para alguém não vou chamar-lhe hiperligação, mas marcotráfico. Acho que o Moita Flores ia adorar esta.
Outra coisa: escreve-se censura, não sensura – mas mais uma vez estás no bom caminho. Realmente censura devia escrever-se com «s», o S de Salazar.
A propósito, não há «sensura» no meu blogue.Apenas pode comentar quem está registado.
Até hoje nunca me arrependi da decisão que tomei: os trolls são preguiçosos demais e avançam para o próximo blogue que lhes permita poluir à vontade.
Motivo? Simples: era o que mais faltava andar a dedicar-me de corpo e alma ao blogue e ter de aturar idiotas digitais só para não parecer que estou a «censurar». A minha consciência democrática está bem tranquila, pá.
Resultado: agora apenas comentam os que sentem que têm alguma coisa a dizer. Poucos, mas bons – uma maravilha!
Naturalmente que para ti abri uma excepção: és moderado sempre que tentares comentar. Se te portares bem, pode ser que levante a moderação. Se achas ultrajante sujeitar-te a uma avaliação, não ponhas lá os pés. Por mim tudo bem.
Se não viesses à Internet, os trolls deixavam-te em paz. Pensa nisso, e não voltes.
Rui
Rui, não tens razão. Confundir moderação de comentários com censura é confundir pó de talco com tu sabes o quê.
Marco, subscrevo cada uma da tuas palavras sobre o assunto (não comento as que não são sobre o assunto). Este caso comprova que quantitativamente o “jornalismo do cidadão” tem pouco de cidadania e nada de jornalismo. É apenas um chavão, uma muleta que dá imenso jeito a quem não sabe andar.
LOL. Não levas essa história dos trolls tão a peito, Cruz. Tu para mim não és um verdadeiro troll, és mais do género troll de peluche.
Mais uma vez, tomo como exemplo a minha experiência.
O Primeiro de Janeiro tomou, ao contrário dos visados pelo Póvoa Online, uma atitude que muitos acharão correcta (a minha opinião sobre essa atitude não conta. Não fica bem analisar as jogadas do “inimigo” porque a parcialidade, neste caso, não existe): avançou para tribunal com uma queixa por difamação, mas não pediu o encerramento do blogue “Diário de um Jornalista”.
A única celeuma causada na altura não se referiu aos conteúdos do blogue em si, mas à condição profissional dos “jornalistas” ou “tarefeiros” como fomos chamados na altura e à decisão do despedimento sem justa causa por parte do Departamento de Publicações Especiais. Se deste último o Tribunal do Trabalho resolveu a questão (as partres chegaram a acordo para o pagamento de uma indemnização), já quanto à acção de difamação, só no início deste ano é que ficou resolvida, com o jornal a retirar a queixa.
Claro está que a principal razão para tal foi, a meu ver, o rol de testemunhas apresentado pela defesa que demonstraria, penso eu, que o que foi escrito no blogue correspondia à verdade dos factos.
O encerramento do blogue chamaria a atenção para os factos e poderia ser pior para o jornal em si.
Tal acontece, presumo eu, com o Póvoa Online ( e a sua versão Offline). Ao chamar a atenção mediática para o caso, pode acontecer que sejam vistos como “cibervândalos” e desviar as atenções dos cidadãos para eventuais irregularidades nomeadas no blogue. Seria melhor se fossem vistos como cidadãos responsáveis, atentos e dispostos a denunciar essas irregularidades.
Tal como o Paulo Querido, referiu – e muito bem – na resposta ao meu primeiro comentário, pode existir uma diferença abissal entre o denunciar responsavelmente e o insultar alarvemente.
Fica ao critério de quem faz o blogue.
Não podemos, porém, pensar que tal não se reflecte nas nossas vidas e nas vidas de quem frequenta os espaços bloguísticos. Até porque amanhã poderão ser eles os alvos.
Hum… empreguei o termo cidadania as in cidadania responsável. Claro que há espaço para a cidadania de fogacho, para a cidadania inconsequente.
Atenção: a liberdade de expressão é um pilar essencial e eu sou dos que acha que é melhor pagar o preço dela — expresso em povoasonline & similares — do que não a ter.
Agora — e a mim isto importa-me mais que a cidadania exercida levianamente — este caso comprova igualmente:
a) a aparente impreparação do presidente da Câmara para a vida pública;
b) a nula atenção das instituições à web social e às modificações de relacionamento que esta trouxe. Refiro-me mais explicitamente às questões de gestão de imagem e de reputação, e às diferenças entre órgãos de comunicação social e media sociais.
@Paulo: e não é o único – já nem falo dos blogues de futebol, que são um mundo à parte onde parece que tudo é «normal», independentemente das barbaridades de que escrevem post e dos que os comentam. Essa é a parte do folclore.
Outros blogues que tenho encontrado sobre figuras públicas davam para escrever dez posts sobre a maledicência, calúnia e o amadorismo de certas pessoas. O caso do Miguel Sousa Tavares? É a ponta do icebergue. E o problema é que estes idiotas não percebem que acabam por ser estas «vítimas de atitudes fascizóides» as principais responsáveis para que se pretenda eventualmente legislar a blogosfera.
A razão continua do seu lado, Paulo.
Por isso acho engraçado que – e extrapolando do executivo camarário para o Governo – num país que ser quer tecnicamente preparado para o avassalador movimento das tecnologias de informação, sejam as mais altas cúpulas administativas a passar por “ciberfóbicos” ou “ciberiliterados”.
Até porque agora, é, na minha opinião, impossível controlar a web. Com Sarkozys ou não.
Se a realidade lhes passa ao lado, em que mundo é que eles vivem?…
Porque na prática a decisão do tribunal eleva ao mesmo patamar — aos mesmos patamares seja do que for — um jornal e um blogue anónimo. Ora, as diferenças não se resumem, apena começam, nos compromissos: um jornal tem um contrato com a sociedade, pelo qual é responsabilizado, e em função do qual esta lhe dá um cheque de atenção, de peso, de credibilidade; um blogue tem o contrato que o seu autor entender ter, ou não ter, e a atenção, peso, reputação e credibilidade dependem unicamente da sua capacidade de as estabelecer.
O tribunal ignorou as diferenças e acha — na minha opinião, erradamente — que uma palavra tem a mesma importância escrita num blogue como se tivesse sido escrita num jornal.
É o exemplo do café.
Um gajo que ninguém conhece chega ao café e diz que o autarca lá da terra é corrupto. A malta escuta-o e age em função dos seus próprios interesses; se tem algo contra o autarca, aproveita a situação em seu favor; se lhe é indiferente, não atribui importância ao assunto, provavelmente rir-se-á do idiota. Se o autarca se manifestar incomodado, o que pensarão dele?
Agora, chega um gajo que toda a gente conhece, é uma figura da terra, costuma dizer coisas acertadas, e diz: o autarca é corrupto. Gozará de uma audiência muito maior e disposta a ouvi-lo dizer mais, sendo até possível gerar a partir dali algum tipo de movimentação social. O autarce tem de avaliar se dá ou não atenção ao assunto, e pode até não dar, mas passou a existir um risco em não o fazer (pelo menos, o risco do falatório, quem cala consente, e por aí fora).
Agora, o jornal da terra faz notícia de um caso de corrupção que envolve a autarquia. A grande maioria tomará a notícia por verdadeira porque o jornal tem um contrato (pode falhar e sabemos que por vezes falha, mas tem um contrato). Em função da notícia, algo acontecerá: ou o presidente nega, ou não nega, ou acciona judicialmente ou não, e todos acharão normal que o faça (e não o fazer é na prática aceitar como verdadeira a notícia, independentemente desta o ser ou não).
Agora, supondo que nos três casos há difamação de mistura com os factos (e estou a partir do princípio teórico de que o coitadinho lá da terra tinha factos para a sua diatribe de café). E a difamação não tem diferenciação em função do meio usado. Nem é preciso: o direito continua a ser um exercício de pessoas e as pessoas avaliam as circunstâncias. Penso que podemos tomar por garantido que um juiz teria respostas diferentes para as três situações.
Um blogue pode encaixar em qualquer das situações; à partida, não está encaixado em nenhuma delas. É preciso avaliar. Foi aí que — no meu modesto entender — falharam os autarcas da Póvoa.
“Faça favor. Provas? Ou é pedir muito, tendo em conta a quem pergunto?”
Exactamente a mesma questão que todos colocaram ao Bastonário da Ordem dos Advogados.
Mas ninguém avançou com queixas-crime contra ele, bem pelo contrário.
Realmente reafirmo que o seu nome não me era estranho, mas já vi que é jornalista do “Expresso” ou “Espesso”, como alguém lhe chama.
De certeza se apercebeu que nada fiz para ter um “momento de glória — e você está a tê-lo, disfrute!”.
Sem qualquer problema posso endossá-lo, se é que o meu “momento de glória” prejudicou o seu que busca há 48 anos, como jornalista.
povoaoffline, a sua retórica não me impressiona (não sou de todo o seu target, lamento). Ou apresenta as provas, ou não, é consigo.
“o problema é que estes idiotas não percebem que acabam por ser estas «vítimas de atitudes fascizóides» as principais responsáveis para que se pretenda eventualmente legislar a blogosfera.”
Nem mais, Marco. Vou elevar isto a post, esta síntese é de facto marcante.
Legislar a blogoesfera?
Que coisa mais ridicula!
O jornalismo tem, mais coisa menos coisa, “leis”, certo? e não serão essas leis q
Legislar a blogoesfera?
Que coisa mais ridicula!
O jornalismo tem, mais coisa menos coisa, “leis”, certo? e não serão essas leis que fazem os jornais das 20h serem tão secantes?
Se não há algo picante na blogoesfera, deixa de ter piada.
Rui
Rui, não, não são as leis que tornam os jornais secantes.
O que tem de ridículo a legislação para a blogosfera é as pessoas acharem que ela não existe. Tu estás sujeito nos blogues às mesmas leis que estás fora dos blogues.
Do que se fala é de regulamentação específica que proteja — e, naturalmente, responsabilize — os blogues da iniciativa persecutória de indivíduos habituados ao quero, posso e mando. Se a blogosfera tivesse um estatuto, o povoaonline nao teria sido fechado — ou tens dúvidas?
Porque não vês a coisa por este prisma?
Porque não te interessa, claro. Não há aqui nada de picante, não é?
[...] — escreveu Marco comentando o artigo que tanta agitação está a provocar, sobre o caso do póvoa online. E onde pretensamente o suposto autor do blogue tem também participado. Data: 2 Jul 08 15:59 [...]
O povoaonline não foi fechado por falta ou não de estatuto. Foi por estar no Blogspot.
Diz-me lá os paços que darias se tu estivesses a ser constantemente… difaamdo, ups, denunciado em algo que não seja verdade por mim (apenas um exemplo, tenho-te em alto valor para pensar sequer nisso – fora a brincadeirazinha com o meu videocast que não levaste a mal)?
O que quer que fosses fazer, não ia dar resultado.
Se o tribunal mandasse o Google Inc (internacional) fechar o blog, também não. A manobra manhosa foi mandar ao Google Portugal, da qual eles tem algum tipo de “autoridade”, que reencaminhou ao Google Internacional.
Se esta é uma lei, ou forma, ou decisão junta, então deixa-me la ter a minha blogoesfera na selva.
Rui
*junta = justa
A blogosfera é a extensão da biosfera, é um facto.
Uma analise pode-se fazer nesta assunto do “Povoa on_off”: a mesquinhez na blogosfera é igual à da biosfera. és vez de este assunto servir para uma reflexão, serve para uns “blogueiros” debitarem a sua “superioridade” em relação aos outros. Desmarcam-se como meninos bem comportados. Não dizem nada de errado, não denunciam e o céu da blogosfera aguarda-os. É mais fácil estar com o poder instituído para assegurar, talvez, sempre o seu espacinho. Ainda bem que o efeito foi perverso. Ou seja, muito mais gente ficou a saber que o poder autárquico da Póvoa, eventualmente, é corrupto. O administrador do blog em causa ficou nacionalmente conhecido, bem como os seus colaboradores, e a mensagem passou melhor.
Nós também já fomos ao Diap responder a uma queixa sobre este post: http://denunciacoimbra2.wordpress.com/2007/12/24/as-prendas-da-aac/
O processo foi constituído, nós somos arguídos. Perguntamos; onde está o crime de dizer o que se pensa? Ainda mais com testemunhas, argumentos e, além de tudo, a consciência plena que provamos tudo o que escrevemos no referido post.
Cara Denúncia Coimbrã, não vejo como podia a mesquinhez ser diferente. A mesquinhez é humana e os humanos são os os habitantes das duas esferas, bio e blogo. São OS MESMOS HABITANTES.
Pretende ver “superioridade” em quem se manifesta discordante de determinados métodos. Eu não vejo assim. Não há nisso nada da superior ou inferior, não é disso que se trata.
Não vejo onde está o problema dos meninos bem comportados. Longe de mim defender outra coisa que não o direito a ser-se bem comportado ou mal comportado, conforme o desejo, a hora, o local, etc.
Pelas suas palavras, depreendo que gostaria de nos obrigar a sermos mal comportados — ou pelo menos é isso que espera da blogosfera.
Um dia explicará melhor onde está o “céu” numa esfera que, como a designação indica, é redonda. Enquanto isso não acontece, temos tempo para que me explique melhor a frase “é mais fácil estar com o poder instituído para assegurar, talvez, sempre o seu espacinho”: quem não esteve “com” o povoa online (ou com a denúncia coimbrã) esteve “com” o poder instituído? Uma vez que está a comentar o meu texto, importa-se de apontar onde é que eu estou com o poder instituído? E em que medida suspeita que o meu modesto espacinho depende um grama que seja do poder instituído?
Se não for demais, dê-me uma razão que seja para eu me portar mal. Digamos que tendo em conta o meu currículo, estou extraordinariamente curioso em relação às suas sugestões.
“Ou seja, muito mais gente ficou a saber que o poder autárquico da Póvoa, eventualmente, é corrupto. O administrador do blog em causa ficou nacionalmente conhecido, bem como os seus colaboradores, e a mensagem passou melhor” –> você parece achar que este assunto é importante para a sociedade. Está no seu direito. Eu estou no meu direito de achar, e escrever sobre isto, que este assunto não tem directamente o mínimo interesse para a sociedade, que os efeitos perniciosos deste caso ultrapassam de longe qualquer efeito positivo. Segundo a sua argumentação, a vantagem foi ficarmos a saber que o poder autárquico eventualmente é corrupto. Admito que seja para si — e para muitos — uma novidade. Mas, e peço-lhe que não se espante, não o é para mim — e para outros muitos.
Você parece acreditar que o povoaonline tem uma mensagem. Óptimo, fico feliz por a ter encontrado. Eu não a encontrei, problema meu, sem dúvida. Da próxima vez esforçar-me-ei mais.
Não conheço o seu caso nem me compete a mim — ou a si — definir se o que disse é ou não crime. O facto de ser ouvido, bem como o facto de ser constituído arguido, não significam nenhum tipo de condenação nem sequer indiciam ter sido cometido um crime.
Se só tem base no post que linka, digo-lhe de caras que a queixa não tem pernas para andar. Não tenha medo: tal como na biosfera, não há papões na blogosfera.
Parece-me também que está a escapar-lhe a existência de uma reflexão. Profunda, até. séria. Sobre os efeitos da leviandade com que uma fatia significativa de bloggers encara a actividade. Em que medida essa leviandade — expressa entre outras na forma como falam de censura por tudo e por nada e no evidente descuido com que copicolam “argumentos” que não passam de requentados lugares comuns vazios de significado — prejudica todos aqueles que pretendem fazer uso da liberdade de expressão, que é uma liberdade individual consagrada constitucionalmente.
Está em curso essa reflexão. Essa é a reflexão que a mim me importa. A si poderá não importar, naturalmente, mas eu não posso deixar passar em claro a sua afirmação, que é falsa. Convido-o portanto a reformular a afirmação.
O “céu” foi uma metáfora, no tal paralelismo das esferas.
“Uma vez que está a comentar o meu texto, importa-se de apontar onde é que eu estou com o poder instituído? E em que medida suspeita que o meu modesto espacinho depende um grama que seja do poder instituído?”.
Referíamo-nos à generalidade dos bloggers, não a si ou ao seu espaço. Se o julgássemos assim não estaríamos a tentar comunicar, através do comentário.
“Se não for demais, dê-me uma razão que seja para eu me portar mal”. Paulo, não direccione (+ uma vez) e focalize o nosso comentário em si. Queríamos generalizar, se de alguma forma o sentido do que escrevemos leva a alguma má interpretação – as nossas desculpas. O que porventura o fez não perceber, quando referíamos que o caso por ter sido tão falado (tv e tudo) criou o efeito perverso. Ou seja, se os autarcas queriam que as informações não circulassem – ainda foi pior. Se o assunto é ou não importante para a sociedade, ou para nós, repare: nós nem postamos nada sobre o assunto. Em relação ao nosso assunto da queixa, é claro que não temos medo mas dá uma trabalheira tremenda e ficamos pasmados com a ligeireza de brincar às queixinhas.
Sobre a reflexão, sinceramente não entendemos se era para nós ou para qualquer outro comentário anterior. A reflexão a que nos propomos é aceitar que todos tenham um espaço e façam dele o que bem entenderem, cabe a cada um o exercício de uma escolha. Tal como na “bio”, há mais lixo e ruído do que algo contemplável ou catalisador de uma participação. Tal como foi o nosso desígnio em querer comentar…no seu espaço.
[...] da Justiça contra o blogue difamatório e melhor ainda é a discussão gerada nos comentários do texto de Paulo [...]
visto ser poveiro e acompanhar esta situação desde o inicio. O blog Povoa online não tem qualquer tipo de credibilidade, era do mais baixo que se pode ler na net (usava e abusava da imagem de pessoas publicas, boatos infundados e imagens de mulheres com peitos volumosos, era engraçado nos primeiros dias, logo tornou-se fustigante ler tanta diarreia mental com uma obsessão compulsiva pelo presidente da câmara), pelo que, ainda bem que tiraram aquele lixo da Internet. Isto não se trata de limitar a liberdade de expressão, mas simples reciclagem.
Caro PM, e como posso eu aferir da SUA credibilidade? Sem essa aferição, a sua afirmação tem para mim o mesmo peso que as afirmações de povoaoffline/online. Uma vez que eu próprio penso (como escrevi) que aquilo é mau e não tem ponta por onde se lhe pegue, terei tendência para apreciar a sua opinião — mas essa apreciação é meramente subjectiva e emocional: racionalmente, só lhe posso atribuir valor nulo.
Não me interprete mal. Estou apenas chamar a atençao para isto: ao não assumir uma identidade, está a colocar a sua posição pessoal no mesmo nível que o povoaoffilne/online se coloca. Logo, leva os cidadãos a poderem deduzir que é como ele, mas de sinal contrário. Presumo que não seja esse o efeito desejado por si.
Caro Paulo, também não lhe posso auferir qualquer credibilidade da sua parte, só porque não é anónimo. Mas como não vivo em psicose constante, acredito no que quero acreditar, verificando factos que pessoas me falam mesmo presencialmente para chegar a uma conclusão, como toda a gente faz. Pelo que, ter o seu nome real, não lhe dá qualquer credibilidade extra.
Não lhe estou a tentar convencer de nada, mas este caso, ridículo, tomou proporções dantescas, e em Portugal as pessoas tem a mania de falar sem saber. Acho que ninguém gostava que lhe fizessem o que esta gente doente (porque milhares de posts visando uma pessoa, não é algo normal), não sou propriamente um lacaio do presidente da Câmara, tb critico, mas critico construtivamente, às vezes eles não ouvem (tiques de quem está há muito na câmara), outras até que ouvem, porque quer o Povoa Online goste ou não, é o melhor presidente da Câmara depois do 25 de Abril e a cidade tem tido uma dinâmica significativa nos últimos anos, numa altura em que várias outras cidades estão em crise, e isso trás invejas e ressentimentos de certas pessoas. De notar que este blog Povoa online, surgiu por alturas das eleições autárquicas, mais uma vez ganha por Macedo Vieira, apesar de ele no mandato anterior não ter feito NADA pela cidade. Mas neste mandato, depois de criticas, tem trabalhado bastante.
Caro PM, não duvido que não me atribua credibilidade e não discutirei os métodos que cada um usa, uma vez que a conversa já esbarrou nos preconceitos pessoais.
Não faço a mínima ideia sobre o que se passa na Póvoa do Varzim e se não fazia antes, recuso-me fazer agora com base tanto nas “denúncias” do povoaonline como nas suas, que são claramente de defesa lúcida — e eu aplaudo-o por isso, porque nestas alturas surgem sempre os gritos de vivas! e morras! como se isto fosse um arena.
E por isso mesmo, por aplaudir a sua posição, chamei a atenção para o facto de poder estar a diminuir o alcance dela (e está claramente a diminuir o alcance dela aos olhos de pessoas como eu que não gostam do anonimato a não ser quando as circunstâncias o tornam necessário, o que duvido muito ser o caso) por não dar a cara.
Para si, o meu nome não me dá credibilidade extra. Para mim, o seu daria não apenas lastro aos seus argumentos, como uma pitada de credibilidade. Assim, resta-me ficar de pé atrás. Porque para mim a opinião anónima tem menos peso que a opinião assinada.
Uma assinatura é forjável, claro. Mas é confirmável — e o anonimato não.
Tenha em conta que o meu “negócio” aqui não é o que se passa ou deixa de passar na Póvoa, mas o caso da pretensa “denúncia” no blogue povoaonline, a decisão (providência cautelar) de encerramento e as suas consequências para a sociedade.
Concordo com o Paulo Querido. O anonimato é mau.
Mas também pode ser a única forma possivel de fazer coisas. A clandestinidade era isso mesmo:
Era uma forma de lutar contra a ditadura. Se os factos relatados forem verdadeiros então vale a pena correr o risco e lutar contra a corrupção que é uma praga da nossa sociedade e não só.
Li que o Presidente da Câmara, em entrevista concedida creioque à Lusa, que apenas queria que o autor do Blog desse a cara. Estranho desejo este…
O Paulo Querido fala bem porque está resguardado na respeitabilidade de um emprego que a profissão lhe proporciona. Procure o Paulo Querido criticar ou discordar do patrão e depois verá o que lhe acontece. Veja-se o que aconteceu ao João Carreira-Bom. A Liberdade é muito bonita mas quem a tem chama-lhe sua. Mais vale ser pardal na rua do que rouxinol na prisão.
Caro José Corvo, ao contrário de si eu compreendo e aceito o “desejo” do presidente da câmara. E você, se pensar duas vezes, uma das quais sem a obrigatoriedade de tomar um partido neste caso, também compreenderá e deixará de achar estranho.
Se for ler os arquivos do meu blog e do Expresso, verá que sou um acérrimo defensor do anonimato. O anonimato é um instrumento de comunicação que em determinadas situações se torna numa garantia da comunicação (o caso da ditadura que citou, outros casos em que existem dúvidas, digamos assim, sobre os resultados do exercício da liberdade de expressão).
É uma forma de lutar contra a ditadura (o presente do indicativo é mais adequado, continuam a existir ditaduras e democracias musculadas).
O José Corvo fala em factos relatados. Importa-se de os listar? Nas consultas que fiz ao blogue em causa (para o que me de ao trabalho de recolher os respectivos arquivos desde 2005, que foi o mais atrás que pude recuar, uma vez que ele foi apagado — o que é curioso, porque me coloca numa situação totalmente diferente da esmagadora maioria das pessoas que opinaram sobre um conjunto de palavras e imagens que nunca viram) li atoardas, fait-divers, insinuações, ridicularizações, humor (duvidoso), muita palha daquela de senso comum, a típica conversa maledicente que todas as sociedades contém; enfim, o registo “eles são todos uma cambada de corruptos”.
Os poucos factos que se podem ler nos arquivos de que disponho são copiados de outros blogues e de notícias de Imprensa (ou os dois casos). Não vi uma única denúncia, um único material original, algo que justifique ainda que remotamente o uso do anonimato para proteger o alegado denunciante.
Repito o convite: se há ali factos relatados, faça favor de os listar aqui; agradecerei humildemente, uma vez que reconheço que posso não ter lido tudo exaustivamente. Be my guest.
Uma nota pessoal: eu não falo porque estou resguardado na respeitabilidade de um emprego que a profissão me proporciona. Sou patrão de mim mesmo desde 1995, altura em que deixei os quadros do Expresso. Não tenho com a Sojornal (nem com nenhuma empresa, presentemente) nenhum contrato de trabalho em nome pessoal ou em nome da empresa de que sou sócio. Nem quando era profissional empregado pela Sojornal, nem depois enquanto colaborador avençado ou à peça, nunca me senti impedido de criticar ou discordar. Umas vezes fi-lo em sede própria, tal como considero indicado. Outras vezes fi-lo publicamente — pode, aliás, verificar nos arquivos do Expresso uma situação recente (2 ou 3 meses, não recordo com exactidão) em que comentei uma notícia que envolvia o presidente do grupo proprietário do Expresso indicando que a mesma não era correcta e que uma afirmação do presidente não correspondia à verdade.
Nada me aconteceu na sequência disso.
Eu falo porque estou habituado a falar desde os 6 ou 7 anos de idade. Nunca precisei de usar o anonimato para fazer uma denúncia. Espero nunca precisar. Mas da mesma forma que lhe garanto que o usaria, também lhe garanto que não farei, e critico quem faz, um uso leviano do anonimato.
«O autor do blogue Póvoa Online, o primeiro a ser suspenso em Portugal por ordem de um tribunal, é um homem orgulhoso do que fez. “Não pode escrever o meu nome. Nem a profissão. A idade também não. As pessoas iam desconfiar. O círculo está a fechar-se, já lançaram o meu nome. Não é para me gabar, mas não há muita gente aqui na Póvoa que conseguisse fazer isto.”»
Para ler hoje na edição impressa do Público (consultável na página do diário).
Os 5 minutos de fama do Tony, ora bem.
ALERTA VERMELHO : Urgente : DANGER …. MUNICIPIO DA POVOA DE VARZIM INTERDITAR A SUA ENTRADA A TODOS OS VEREADORES DEPOIS DE ANALISES EFECTUADAS POR ENTIDADES IDÓNEAS TEREM VERIFICADO A EXISTENCIA DE ALFORRECAS E SALMONELAS DENTRO DO COVIL DOS REFERIDOS VEREADORES PRINCIPALMENTE O GRUPO CORAL DOS LARANJINHAS. Permitir sómente a entrada dos funcionários competentes e das Forças da Ordem.
A maioria das gentes POVEIRAS e dos que residem na CIDADE e arredores, esperam ansiosamente que o coro dos VEREADORES LARANJAS, devem abandonar este NOBRE EDIFICIO porque obviamente, devido á existencia das ditas salmonelas e alforrecas, correm o risco de morrer como os GRILOS : ou seja com as mãos agarradas aos cornos.Somente o vosso Presidente sobrevirá, porque quando sai de sua casa já vem perdido de BEBADO ficando,por isso imunizado de morrer de morte “macaca”. VIVA A PóVOA E OS POVEIROS.
O NOSSO GRANDE E PODEROSO PRESIDENTE DO MUNICIPIO DA PÓVOA DE VARZIM, QUANDO ENTRAR NESSE BELÍSSIMO NOBRE E ADMIRÁVEL EDIFÍCIO QUE FAÇA UM ESFORÇO E QUE COM ALGUMA FORÇA DE VONTADE EVITE O BEBER MENOS ATÉ POR UMA QUESTÃO DE DEFESA DA SUA SAÚDE EVITANDO UMA POSSÍVEL E TERRÍVEL DOENÇA QUE MELHOR QUE NÓS ELE SABE MUITO BEM QUE É A HEPATITE E A CIRROSE .
thank you, bro
É de supor que a a autorização e o descaramento da construção de bares localizados nas dunas da praia da Póvoa, foram,certamente acordados depois de uma farta ceia, e bem regada, porque a sua localização,além de de obrigar a fundações,retirando a a areias da praia, vão ser motivo de escárnio para os poveiros e os banhistas que este,infelizmente, devem contar-se com os dedos das, mais ou menos.Convém levar um balde ou saco plástico, por causa dos vómitos que aqueles pirosos bares poderão causar.