O poder viral do Twitter
Já tinha tido um glimpse do poder viral do Twitter num pequeno serviço duplo que lancei (TwitterEspana e TwitterPortugal), mas neste momento podemos assistir em directo ao nascimento de uma estrela na web: o Twittearth.
Há apenas 14 horas, foi lançado pela primeira vez no Twitter o nome do serviço, que é mais um mashup, ou combinação, com informação georeferenciada. Os europeus acordaram para uma nova semana com um “brinquedo” novo e ao longo da manhã o passa-palavra foi aumentando, levando milhares de pessoas a clicar para ver o serviço. Em apenas uma hora, entre as 12:15 e as 13:15, o número de páginas no Google contendo referências ao Twittearth passou de 26 para 967 — contei eu.
Este número vai disparar para os milhares nas próximas horas, à medida que os americanos do Norte e do Sul forem acordando e ligando os seus twitters.
Este espantoso poder viral só tem paralelo na blogosfera. No entanto, o Twitter está a montante da blogosfera: o seu carácter de comunicação instantânea, hiper-rápida (140 caracteres) e ubíqua (podemos twittar de dezenas de maneiras, ligados ou não à Internet) torna-o no meio preferido dos próprios bloggers para seguirem a novidade.
É uma espécie de fonte primordial dos acontecimentos — e uma ferramenta poderosa para os jornalistas, como Portugal pode ver hoje mesmo: o Público tem uma entrevista essencial a Jeff Jarvis, um jornalista que é uma autoridade sobre o jornalismo na era da rede, que foi feita quando este esteve na semana passada em Lisboa, tendo o jornalista sabido dessa estadia através do Twitter e combinado a entrevista depois por e-mail (ler Jeff Jarvis: No jornalismo, as boas ideias são do público).
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Olá, o meu nome é Paulo Querido e Certamente! é o meu webzine pessoal. Sou jornalista free lance, escrevo livros e artigos (e também algum código) sobre a net e na net desde 1989. (
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[...] 13.15 o número de páginas no Google a referenciarem o Twittearth passou de 26 para 967 (contou o Paulo Querido). Às 14:55 o Twittearth tinha mais de 10.000 utilizadores [...]
Interessante.
Mas recordo-me de ver o Twitter Earth (ou algo muito semelhante, também com um globo dinâmico e com timeline) já há algumas semanas atrás…
Pequeno reparo: a entrevista foi combinada por e-mail.
João Pedro, ok. Vou emendar.