Para breve um domínio web.pauloquerido! 

Se tiver vontade e dinheiro para o fee, que deve ser altíssimo, dentro em breve poderei registar o domínio de topo .pauloquerido. É que o ICANN aprovou a liberalização dos domínios de topo, que vem sendo pedida e estudada há muito, leio na notícia do João Pedro Pereira no Público, domínios na Internet vão mudar em 2009 e será possível escrevê-los em árabe ou chinês
Com um TLD assim, eu poderei ter o blogue em webzine.pauloquerido, o currículo em currículo.pauloquerido, o album fotográfico em fotos.pauloquerido, etc.
Tecnicamente, não há razão alguma para não ser assim. Do ponto de vista das máquinas, endereçar um pauloquerido.pt ou um páginas.pauloquerido é, mais linha de programação, menos asterisco, a mesma coisa.
Todas as questões em torno da liberalização dos TLD são de índole política — ou pelo menos do que o ICANN e os seus parceiros acham que é do interesse do público e da indústria.
Não me parecem convincentes os argumentos da “confusão”: ter 170 milhões de domínios divididos por 10, 20, 50, 300, ou 1.000.000 de endereços de topo apresenta o mesmo nível de ruído. Aliás, talvez até seja mais fácil se a cada entidade for atribuível um domínio de topo: em vez de eu registar pauloquerido.pt, pauloquerido.com, pauloquerido.org e pauloquerido.pt (sou pequenino, escuso de ir ocupar os com.br, co.uk, .es, etc), registo apenas .pauloquerido.
Também não acho, concordando com Pedro Veiga (FCCN), que sirva para alguma coisa o argumento do ICANN do preço dos domínios em leilão. Vai sempre existir muito mais procura para 100 metros quadrados localizados no centro de uma cidade do que para 1000 metros quadrados a uma fracção do preço, mas a 30 quilómetros da urbe. É a mesma coisa. Eu, se fosse vendedor de sapatos, pagava nesta altura 1 milhão pelo domínio shoes.com, mas só pagava 50.000 pelo domínio shoes.net e não ofereceria mais de 50 pelo domínio shoes.pt. Claro, dava 10 milhões, ou até bastante mais, pelo domínio .shoes!
A liberalização é bem vinda, na minha opinião. E, suspeito, na opinião de milhões de pessoas, em especial os que se sentem espartilhados pelo código de caracteres de 7 bits, e que vão poder registar os seus domínios nas grafias das suas línguas (e das dos seus mercados).

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