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	<title>Mas certamente que sim! &#187; economia</title>
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	<description>O amor é uma vida dentro da vida.</description>
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		<title>A calhandrice: mais 2 centavos para a discussão</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 15:57:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
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		<description><![CDATA[A propósito do que ficará conhecido por &#8220;a calhandrice&#8221;, o Henrique Monteiro tem no Expresso uma síntese dos tempos que vivemos. Escreveu ele que &#8220;vivemos num mundo de grupos de Comunicação Social excessivamente dependentes do poder e com um primeiro-ministro doentiamente preocupado com o que dele dizem&#8221; (link).
Eu acho que o PM dá demasiada importância [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A propósito do que ficará conhecido por &#8220;a calhandrice&#8221;, o Henrique Monteiro tem no Expresso uma síntese dos tempos que vivemos. Escreveu ele que &#8220;<em>vivemos num mundo de grupos de Comunicação Social excessivamente dependentes do poder e com um primeiro-ministro doentiamente preocupado com o que dele dizem</em>&#8221; (<a href="http://aeiou.expresso.pt/gen.pl?fokey=ex.stories/561423&#038;p=stories&#038;op=view&#038;page=2&#038;limit=15">link</a>).</p>
<p>Eu acho que o PM dá demasiada importância a quem a não tem, mas o caso não é esse, o caso é a não publicação de uma crónica em circunstâncias específicas, que levaram um comentarista a abandonar a actividade num jornal, por sua própria iniciativa, e a fazer disso um acontecimento político.</p>
<p>Como já dei o suficiente para essa conversa, prefiro agora ir mais longe e os meus 2 centavos vão para a questão que o Henrique levanta. Não me incomoda nada que aproveitemos a calhandrice para lançar um debate público que:</p>
<p>1) clarifique a relação dos grupos de CS com o Estado, uma relação proeminentemente económica;</p>
<p>2) estabeleça directivas sobre a repartição das benesses estatais &#8212; basicamente, a distribuição da publicidade e os concursos &#8212; pelos grupos de CS de forma justa para garantir que não há <strong>pressões de parte a parte</strong>; </p>
<p>e finalmente 3) traga garantias aos trabalhadores dos media e prestadores de serviços, de que não são alvo da &#8220;censura económica&#8221; nem do eventual cartelismo.</p>
<p>Isto porque considero preocupantes os sinais das pressões dos grupos de media sobre o Estado. Bem sei que estão a defrontar-se mutuamente e a controlarem-se entre si &#8212; isto é sobretudo visível na relação Impresa/Controlinveste/Media Capital, os 3 grupos significativos que operam no mercado &#8211;, mas as suas pressões não são exercidas directamente: são-no através do &#8220;distribuidor de benesses&#8221; que podem pressionar, isto é, o Estado (não podem pressionar a banca, outro grande cliente de publicidade).</p>
<p>Exercida através do poder de comunicação que detêm &#8212; em especial os grupos com canais de televisão &#8212; , esta pressão tem vindo a aumentar na proporção inversa do aumento de escassez de receitas publicitárias e da erosão de audiências. É natural, porque é a reacção primária dos agentes económicos portugueses, como a temos visto em todos os sectores e por todo o tipo de empresas: no aperto viram-se para o Estado.</p>
<p>Não menos crítico para o jornalismo é o efeito da concentração em grupos. Jornalista, ou prestador de serviços, ou vendedor de fotografias e textos, que caia em desgraça num órgão de CS, não caiu em desgraça só num órgão de CS: não conseguirá trabalho ou contratos em nenhum dos órgãos pertencentes ao grupo.</p>
<p>Os relatos de abuso de posição pelos concentrados de media são feitos em surdina, evidentemente, mas são. Uma empresa que venda, por exemplo, fotografias de eventos internacionais em geral está limitada de 2 formas: quando vende a um órgão de um grupo fica numa posição difícil para ir vender a outro grupo (&#8220;exclusividade implícita&#8221;) e em regra não consegue impedir o uso do seu material em outros órgãos do grupo (é vítima das economias de escala, uma das razões para a concentração).</p>
<p>Pior: a internacionalização de alguns dos grupos cria situações que confrontam os direitos de autor entre países. Uma situação-tipo: em Portugal a revista de barcos X compra fotos da regata internacional, a sua congénere espanhola sabe e sugere-lhe uma &#8220;vaquinha&#8221;, em vez de comprar as fotos ao detentor espanhol dos direitos sobre as fotos, poupando ambas &#8212; ganha o grupo. Se o agente português cede, corre o risco de perder o contrato internacional por violação da ética e do estipulado sobre o raio geográfico de acção. Se não cede, arrisca posição negocial para futuros negócios com o grupo de media, que lhe diz mais ou menos veladamente isso mesmo.</p>
<p>Em Portugal, dada a exiguidade do mercado de media, muito poucos prestadores de serviços se podem dar ao luxo de trabalhar livremente passando por cima dos problemas da concentração  &#8212; e Mário Crespo é um destes. E isto não pode deixar de ser levado em conta pelo Estado na hora de distribuir as tais benesses das quais os grupos privados, incapacitados de desenvolver práticas económicas saudáveis que assegurassem a sua independência, cada vez mais dependem. Logo, proponho a sua inclusão no debate sobre a dependência excessiva dos grupos, da sua responsabilidade e da sua actuação no mercado. E que este comece já: assim, o caso Crespo terá utilidade pública.</p>
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		<title>Emprego: discursos hilariantes (don&#8217;t eat the yellow snow)</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/</link>
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		<pubDate>Sat, 16 Jan 2010 17:03:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>

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		<description><![CDATA[O discurso de muita direita e até de alguma esquerda sobre o emprego é tão hilariante que recupero com dificuldade dos ataques de riso que me causa a súbita preocupação com os desgraçados dos desempregados.
Realisticamente, desconfio de quem não faz mais que &#8220;análises&#8221; superficiais acerca do mercado de trabalho com fins meramente politiqueiros.
Sejamos claros. O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O discurso de muita direita e até de alguma esquerda sobre o emprego é tão hilariante que recupero com dificuldade dos ataques de riso que me causa a súbita preocupação com os desgraçados dos desempregados.</p>
<p>Realisticamente, desconfio de quem não faz mais que &#8220;análises&#8221; superficiais acerca do mercado de trabalho com fins meramente politiqueiros.</p>
<p>Sejamos claros. O desemprego não pode ser uma arma de arremesso política pela simples razão de que nenhum partido, associação, causa, sindicato &#8212; ou mesmo um grupo <em>ad hoc</em> dos 100 donos de Portugal aos quais misteriosamente acometesse a Nobre Preocupação de ajudar os trabalhadores &#8212; pode prometer acabar com ele hoje ou amanhã, ou mesmo minorá-lo.</p>
<p>Simplesmente, não é mais verdade que os grandes grupos económicos possam contribuir para resolver o problema do desemprego. Os grandes grupos económicos perseguem, sim, o desemprego. É genético. A maximização dos lucros tem como consequência inevitável, para não dizer desejável, cortar nos custos. Ora, o que não é politicamente educado dizer é que o trabalho humano é, cada vez mais, um custo dispensável. Na melhor das hipóteses, um mal menor, que felizmente custa cada vez menos.</p>
<p>De um lado, a crescente automatização de todos os processos industriais e mesmo de uma quantidade cada vez mais alargada de tarefas dos serviços.</p>
<p>De outro lado, os custos de produção que baixam por força das economias de escala e da informatização: a capacidade de processamento duplica a cada 18 meses mantendo-se o preço, a integração de chips no trabalho faz-se cada vez mais, e em cada vez mais sectores. </p>
<p>De outro lado ainda, a deslocalização para as economias asiáticas das tarefas que ainda são executadas por mãos humanas, por uma questão de preço ou de facilidade.</p>
<p>E finalmente as forças demográficas, imparáveis: os humanos vivem (e consomem) mais tempo, há mais humanos, ou seja, a oferta de mão de obra disparou nos dois extremos, tendo como consequência automática o embaratecimento do preço do trabalho.</p>
<p>Abundância de mão de obra + escassez de postos de trabalho + automatização de tarefas = <em>cut the crap</em> dos discursos sobre o emprego. Sejam sérios. Comecem a pensar em novos formatos de redistribuição do lucro do produto gerado e em políticas hiperactivas de fomento do empreendedorismo, da iniciativa individual e do auto-emprego, mesmo que com sacrifício da protecção dos lucros dos pobrezinhos dos grandes grupos económicos, coitadinhos. Ou em passarem à clandestinidade.</p>
<p>Adenda: como aspirina de curto prazo, as obras públicas são um dos poucos instrumentos que restam a um Estado para não deixar a situação do desemprego descambar.</p>
<p><object width="425" height="344"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/Crwu7zIJ7Oo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/Crwu7zIJ7Oo&#038;hl=pt_BR&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="425" height="344"></embed></object></p>
<p><strong>Video: Frank Zappa &#8211; Don&#8217;t Eat The Yellow Snow, Live In Sydney 1973</strong><br />
(<span style="font-size:85%;">Leitores de feed e newsletter: <a href="http://pauloquerido.pt/economia/emprego-discursos-hilariantes-dont-eat-the-yellow-snow/">este link para o video</a></span>)</p>
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		<title>Peter Schiff Was Right 2006 &#8211; 2007</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/peter-schiff-was-right-2006-2007/</link>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 09:00:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[crise financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Peter Schiff]]></category>
		<category><![CDATA[sub-prime]]></category>

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		<description><![CDATA[É sempre bom recordar: Peter Schiff Was Right 2006 &#8211; 2007. Todos os comentaristas de economia MENOS ELE falharam na previsão da crise do sub-prime. E GOZAVAM-NO.

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			<content:encoded><![CDATA[<p>É sempre bom recordar: Peter Schiff Was Right 2006 &#8211; 2007. Todos os comentaristas de economia MENOS ELE falharam na previsão da crise do <em>sub-prime</em>. E GOZAVAM-NO.</p>
<p><object width="500" height="405"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;border=1"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/2I0QN-FYkpw&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;border=1" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="500" height="405"></embed></object></p>
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		<title>Jornais: no Brasil, bons ventos e bons casamentos</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/jornais-no-brasil-bons-ventos-e-bons-casamentos/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2009 14:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Jogos Olímpicos]]></category>
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		<description><![CDATA[
Passando pela queda da publicidade e pelo declínio nas circulação de jornais no hemisfério Norte, o Brasil continua a assistir a um crescimento sustentado da sua indústria de jornais e tablóides.
O MediaGuardian titulava: Brazilian newspapers celebrate a rise in circulation: Print media booms in South America&#8217;s biggest economy. A notícia tem sido repassada pela Internet, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/2096118299_9d5e08c5f8.jpg" alt="2096118299_9d5e08c5f8" title="2096118299_9d5e08c5f8" width="500" height="375" class="alignright size-full wp-image-3706" /></p>
<p>Passando pela queda da publicidade e pelo declínio nas circulação de jornais no hemisfério Norte, o Brasil continua a assistir a um crescimento sustentado da sua indústria de jornais e tablóides.<br />
O MediaGuardian titulava: <em><a href="http://www.guardian.co.uk/media/2009/oct/12/brazil-newspapers-circulation">Brazilian newspapers celebrate a rise in circulation</a>: Print media booms in South America&#8217;s biggest economy</em>. A notícia tem sido repassada pela Internet, nos sites dedicados ao jornalismo e media. A circulação total aumentou 12% em 2007e 5% em 2008. As receitas não pararam de subir desde 2001.<br />
As razões deste contra-ciclo são óbvias. E as razões da sua previsível continuidade ao longo da próxima década são igualmente óbvias.<br />
Nas primeiras: o Brasil de Lula descolou finalmente em termos económicos, originando um verdadeiro <em>boom</em> das classes médias. Que praticamente não existiam. O poder de compra destas cria uma situação de procura tanto de informação como&#8230; da publicidade associada.<br />
Nas segundas: além da continuação do aumento das suas classes médias, é de esperar que o país, que exporta pobres, passa a importar força de trabalho com capacidade aquisitiva, tendo em conta a expansão da sua economia e a importância política crescente do Brasil no mundo. E a marcação dos Jogos Olímpicos para o Rio de Janeiro é a cereja no topo deste bolo.<br />
É pena por cá preferimos o orgulhosamente sós da língua e recusarmos o acordo ortográfico com base num não-sei-o-quê que não é, sequer, compreensível, quanto mais aceitável. Editores e jornalistas com competência (e idade), perspectivem a emigração para o Brasil. A terra das oportunidades no século XXI.</p>
<p>(Foto: <a href="http://www.flickr.com/photos/marmota/2096118299/">andremarmota</a>, no Flickr)</p>
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		<title>O que significa deter o poder no mundo da informática?</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/o-que-significa-deter-o-poder-no-mundo-da-informatica/</link>
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		<pubDate>Mon, 28 Sep 2009 09:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[software livre]]></category>

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		<description><![CDATA[
A propósito da guerra aberta entre a Google e a Microsoft, perguntas e respostas (*).
Pergunta &#8211; Informação é poder. Acha, que cada vez mais, esta citação é uma realidade?
Resposta &#8211; Não diria &#8220;cada vez mais&#8221;. A informação sempre foi poder. Estando a mudar o acesso à informação, os equilíbrios de poderes levarão por tabela.
O que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-3601" title="google-microsoft" src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/google-microsoft.jpg" alt="google-microsoft" width="500" height="242" /></p>
<p>A propósito da guerra aberta entre a Google e a Microsoft, perguntas e respostas (*).</p>
<p><em>Pergunta &#8211; Informação é poder. Acha, que cada vez mais, esta citação é uma realidade?</em><br />
Resposta &#8211; Não diria &#8220;cada vez mais&#8221;. A informação sempre foi poder. Estando a mudar o acesso à informação, os equilíbrios de poderes levarão por tabela.</p>
<p><em>O que significa deter o poder no mundo informático?</em><br />
Significa ter uma base de clientes maior que a concorrência.</p>
<p><em>O que despoleta esta &#8220;guerra&#8221; entre as empresas?</em><span id="more-3598"></span><br />
Aceder ao mercado. Quanto maior for o número de clientes, maiores serão os lucros. A <a href="http://pauloquerido.pt/tag/Google">Google</a> e a <a href="http://pauloquerido.pt/tag/microsoft">Microsoft</a> são corporações como as outras: competem pelo domínio do mercado.</p>
<p><em>Qual o impacto desta disputa no segmento informático? E no económico?</em><br />
No segmento informático há um impacto esperado. Quanto mais a Google reforçar a sua base instalada, mais o conceito de software aberto e livre, práticas de cooperação e definições (<em>standards</em>) abertas serão reforçadas. Quanto mais a Microsoft reforçar a sua base instalada, mais se reforçam os conceitos de software proprietário, práticas monopolistas e definições fechadas a imporem-se ao tecido dos programadores, a chamada factura-Microsoft.<br />
No económico, não tenho a certeza que haja um impacto diferenciado. Talvez a Google penda mais para alguma distribuição e a Microsoft surja como a avarenta, mas em termos de impacto no mercado não vejo grande diferença.</p>
<p><em>Qual a sua perspectiva enquanto utilizador?</em><br />
Sou utilizador de produtos e serviços da Google. Estou satisfeito com a empresa, de uma forma geral. Como parceiro, nem tanto. A Google está a ter um efeito pernicioso no mercado de publicidade, cujo futuro é incerto. Decidi deixar de ser cliente da Microsoft há 3 anos e foi das mais sensatas decisões que tomei, relativamente à minha relação com a informática. Não uso nenhum produto deles e vivo feliz com a ausência dos problemas associados e com a poupança dos custos indirectos (anti-vírus, etc).</p>
<p><em>Como acha que os utilizadores vão reagir a estas mudanças, uma vez que no mercado informático, continuamos a ser animais de hábitos?</em><br />
Há dois tipos de mudança. Por um lado, cada vez mais gente livre do paradigma Microsoft, cuja época já lá vai. Por outro, as pessoas descobrem, ao falar umas com as outras, que afinal há alternativas. Os próprios meios de comunicação genéricos atrevem-se já a desafiar a lógica do <em>press-release</em> e a noticiar as alternativas e os concorrentes de forma séria, em vez de os pintarem como eles surgem aos olhos da Microsoft: malditos, piratas, duvidosos. Ou, na melhor das hipóteses, como figuras circenses.<br />
Resta ver a que velocidade se darão as mudanças. Importa-me mais a mudança de paradigma &#8212; computação distribuída, aplicações ubíquas &#8212; que a mudança de logotipos das empresas dominantes.</p>
<p><em>Uma vez que a Google apenas apresentou no blog a intenção de trabalhar num sistema operativo, pensa que poderá haver um adiamento do projecto ou até mesmo uma desistência?</em><br />
Não creio que desistam. Estão há anos a trabalhar nele, indirectamente. Agora, a data final de saída de um produto unificado, o sistema operativo, pode ser adiada em função dos interesses da empresa.</p>
<p><em>Acha que o Office 2010 e as medidas a ele aplicadas (ser grátis) poderão influenciar os utilizadores?</em><br />
Inevitavelmente, amortecem a queda. Estamos a falar de 1 base de clientes específica, as empresas, habituadas a incluir contratos e licenças nos seus orçamentos.</p>
<p><em>Pensa que o Windows 7 abafará um lançamento do Google Chrome OS?</em><br />
Não imagino que possa abafar. O peso da novidade, da coqueluche fará essa balança pender para o lado da Google. Não conheço o Windows 7 para me pronunciar, mas temo que seja um novo <em>flop</em>, como foi o Vista. E estou curioso para ver como reage a Microsoft a um eventual segundo <em>flop</em> no mercado dos sistemas operativos, onde perde quota devagar, mas inexoravelmente.</p>
<p><span style="font-size:85%;">(*) Entrevista para Semanário Económico em Julho de 2009</span></p>
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		<title>Simplex: pesquisa simultânea de marcas e domínios</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/simplex-pesquisa-simultanea-de-marcas-e-dominios/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Sep 2009 08:30:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[.pt]]></category>
		<category><![CDATA[FCCN]]></category>
		<category><![CDATA[INPI]]></category>
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		<description><![CDATA[A FCCN, Fundação para Computação Científica Nacional acaba de disponibilizar gratuitamente uma ferramenta on-line, que permite a pesquisa simultânea de marcas e domínios .pt. É uma iniciativa conjunta da FCCN e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Visa contribuir para a celeridade, racionalização e simplificação dos serviços por si prestados, respondendo ao desafio lançado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/marcaspt.jpg" alt="marcaspt" title="marcaspt" width="200" height="201" class="alignright size-full wp-image-3620" align="right" />A FCCN, Fundação para Computação Científica Nacional acaba de disponibilizar gratuitamente uma ferramenta on-line, que permite a pesquisa simultânea de marcas e domínios .pt. É uma iniciativa conjunta da <a href="http://www.dns.pt">FCCN</a> e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (<a href="http://www.inpi.pt">INPI</a>). Visa contribuir para a celeridade, racionalização e simplificação dos serviços por si prestados, respondendo ao desafio lançado ao abrigo do Programa Simplex 2009.<br />
Esta ferramenta inovadora agrega, num interface comum, as Bases de Dados do DNS .PT e do INPI, possibilitando aos interessados consultar a existência de determinada marca/domínio em simultâneo e de forma gratuita, imediata e eficiente.<br />
Inserida no âmbito do Programa Simplex 2009, esta iniciativa visa o cruzamento da informação essencial de ambos os registos, para simplificação e melhoria da eficiência dos processos inerentes a estas operações.<br />
De acordo com Pedro Veiga, presidente da FCCN, “<em>A parceria com o INPI vai permitir simplificar processos transversais, como o registo de domínios e de marcas, garantindo a protecção mais eficaz dos direitos que decorrem destes registos e a redução de tempo, custos e burocracias. Esta medida terá um impacto directo na dinamização da gestão e registo de domínios e, consequentemente, na promoção da comunidade portuguesa na Internet</em>”</p>
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		<title>Websites de empresas portuguesas não cumprem acessibilidade</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/tecnologia/websites-de-empresas-portuguesas-nao-cumprem-acessibilidade/</link>
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		<pubDate>Tue, 22 Sep 2009 08:00:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[CGD]]></category>

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		<description><![CDATA[
Uma entre as mil maiores empresas portuguesas cumpre regras de acessibilidade no seu sítio Internet. É a principal conclusão de um estudo realizado pelo Grupo Permanente de Negócio Electrónico da APDSI – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgado esta semana.
O melhor resultado do estudo foi conseguido pelo sítio Internet da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/cdg-website.jpg" alt="cdg-website" title="cdg-website" width="500" height="232" class="aligncenter size-full wp-image-3613" /></p>
<p>Uma entre as mil maiores empresas portuguesas cumpre regras de acessibilidade no seu sítio Internet. É a principal conclusão de um estudo realizado pelo Grupo Permanente de Negócio Electrónico da <a href="http://www.apdsi.pt">APDSI</a> – Associação para a Promoção e Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgado esta semana.<br />
O melhor resultado do estudo foi conseguido pelo sítio Internet da <a href="http://www.cgd.pt">Caixa Geral de Depósitos</a>, que cumpria dois dos três níveis de prioridades internacionalmente definidos. De sublinhar que a plataforma concluiu entretanto o processo e hoje já cumpre os três níveis necessários para garantir a completa acessibilidade da sua morada electrónica.<br />
O estudo concluiu que a esmagadora maioria das maiores empresas nacionais não cumpre as regras de acessibilidade definidas pelos organismos internacionais, no sentido de assegurar que as pessoas com necessidades especiais possam usar a Internet sem problemas ou restrições de navegação.<span id="more-3612"></span><br />
A análise revela que, à data do estudo, nenhuma das empresas analisadas respeitava nos seus sítios de Internet o nível máximo de acessibilidade definido de acordo com as recomendações internacionais do World Wide Web Consortium (W3C).<br />
Neste Ponto de Situação à Acessibilidade Web das Maiores Empresas Portuguesas, seleccionadas de acordo com a listagem do Instituto Nacional de Estatística publicada em 2007, conclui-se ainda que só 73 empresas cumpriam o nível mínimo de acessibilidade dos três propostos pelas directivas.</p>
<h3>777 empresas em análise</h3>
<p>Em análise estiveram efectivamente os sítios Web de 777 empresas. À data de recolha dos dados – durante o ano passado – o grupo deparou-se com a impossibilidade aceder aos sítios Web de 172 das maiores empresas portuguesas, ou porque estes não existiam, ou porque estavam indisponíveis para manutenção. Outras 51 moradas Web foram desenvolvidas sobre tecnologia que não permite aplicar ferramentas de teste automático de acessibilidade, ou sequer cumprir as normas internacionais.<br />
Os resultados apurados resultam unicamente de testes automáticos realizados com recurso à ferramenta de desenvolvimento espanhol Taw3, certificada pelo W3C. Em cada sítio foram analisadas 30 páginas tendo como referencial as recomendações WCAG 1.0.<br />
Foi através desta ferramenta que foi possível verificar que, no que se refere à prioridade 1 definida nas normas do W3C – a mais crítica -, 463 empresas encerravam entre 0 e 250 erros nos seus sítios Web. 120 Exibiam mais de mil erros.<br />
O estudo fornece ainda alguns dados relativos à distribuição por sectores de actividade (de acordo com o Código de Actividade Económico) das melhores e piores práticas. Como a representatividade dos vários sectores de actividade entre as mil maiores empresas portuguesas é distinta, os resultados devem ser apreciados com reserva. É no entanto visível que o sector da Agricultura se destaca pela positiva com um número médio de 10 erros por empresa, para o nível 1 de acessibilidade, 223 erros para o nível 2 ou 115 erros para o nível 3, o que constitui os melhores resultados em termos de sectores. Contudo, a amostra é apenas composta por 5 sítios Web.<br />
O sector mais representado no estudo é o do comércio automóvel que, para os três níveis de acessibilidade analisados, se encontra sensivelmente a meio da tabela, no que refere aos treze sectores considerados.    </p>
<h3>Falta de consciência</h3>
<p>Ramiro Gonçalves, Docente e Investigador do Departamento de Engenharias da UTAD, que liderou o grupo responsável pela realização do estudo, sublinhou na apresentação do documento que o grupo procurou apurar as razões que justificam uma aposta tão deficiente das maiores empresas portuguesas na acessibilidade das suas páginas Web.<br />
Estes contactos permitiram concluir que as razões são de vária ordem e para as colmatar o grupo elencou um grupo de 10 recomendações que estão publicadas no sítio de Internet da APDSI, com o resumo do documento.<br />
Um dos aspectos fortemente sublinhado pelo coordenador do estudo é a falta de consciência das empresas para o potencial desperdiçado quando optam por uma plataforma online não acessível, ou quando os esforços dos seus fornecedores nessa área – como quem contratualizam uma presença acessível &#8211; são mal sucedidos.<br />
Constam do estudo e foram sublinhadas por Ramiro Gonçalves na apresentação do documento, as conclusões de um estudo realizado no Reino Unido a propósito do potencial dos cidadãos com necessidades especiais na Internet. O documento, divulgado no ano passado, conclui que este grupo representa um potencial económico para o mercado da Internet da ordem dos 120 biliões de libras.<br />
Pouca sensibilidade para o tema, falta de informação e dificuldades de implementação são também aspectos que ressaltam dos contactos realizados pelos autores do estudo junto de gestores das empresas avaliadas.<br />
O Grupo de Negócio Electrónico da APDSI está agora a aplicar a mesma metodologia de estudo às mil melhores PMEs nacionais, escolhidas através da lista publicada pela revista Exame.<br />
O trabalho ainda não está concluído mas já foi possível encontrar resultados mais satisfatórios entre este universo. Por questões técnicas ou tecnológicas só estão disponíveis para análise efectivamente 649 sítios Web. Nestes, um é totalmente acessível. Um outro cumpre dois dos três níveis de referência e 145 cumprem o nível mínimo de acessibilidade.<br />
O Grupo tem ainda em agenda uma análise à Acessibilidade Web dos sítios da Administração Pública – obrigados pela legislação a cumprir pelo menos o nível básico de acessibilidade -, uma análise sectorial e uma nova análise aos sítios das 1.000 maiores empresas nacionais.<br />
A repetição da análise às mil maiores empresas portugueses terá por base a nova geração de normas do W3C (WCAG 2.0) aprovadas em Dezembro do ano passado e que procuram endereçar algumas das principais questões apontadas pelas empresas como dificuldades para incorporar a versão 1.0 das recomendações e assegurar a acessibilidade dos seus sítios Web.<br />
Números da União Europeia (2002) indicam que na região existem 37 milhões de europeus com algum tipo de deficiência. Em Portugal os dados do INE (2002) mostram que 634 mil pessoas possuem deficiência.<br />
As normas do W3C indicam no nível 1 um conjunto de pontos que os responsáveis pelo desenvolvimento de sítios Web têm absolutamente de cumprir, sob o risco de um ou mais grupos de utilizadores ficarem impossibilitados de aceder à informação aí contida.<br />
O nível 2 diz respeito a um conjunto de regras que devem ser cumpridas e o nível 3 a regras que podem ser cumpridas. O seu nível de criticidade para o acesso de pessoas com necessidade especiais está organizado de forma descendente.<br />
Quando um sítio Web é identificado com o nível de conformidade A cumpre todos os pontos de verificação referentes à prioridade 1. O nível de conformidade AA, significa o cumprimento integral das prioridades de nível 1 e 2 e o nível de conformidade AAA significa o cumprimento integral dos pontos referentes aos três escalões de prioridades.<br />
Cabem ainda, nos vários níveis, recomendações relativas ao tipo de letra que os sítios Web devem usar, ao tamanho e cor, bem como recomendações relativamente a tecnologias usadas, entre outras.</p>
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		<title>Ao fim do dia de ontem, balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 01:37:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
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Ao fim do dia de ontem podemos fazer um balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional. Uma decisão que, recordo, foi justificada pela administração da TVI por razões económicas, as quais uma parte significativa do país eleitoraleiro preferiu ignorar.
Financeiramente:
1. A Impresa, rival da Prisa, foi a principal beneficiada com a decisão. As suas acções no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://pauloquerido.net/novoWP/ficheiros/mmg.jpg" alt="mmg" title="mmg" width="500" height="224" class="alignright size-full wp-image-3545" /></p>
<p>Ao fim do dia de ontem podemos fazer um balanço objectivo da suspensão do Jornal Nacional. Uma decisão que, recordo, foi justificada pela administração da TVI por razões económicas, as quais uma parte significativa do país eleitoraleiro preferiu ignorar.<span id="more-3542"></span></p>
<p><strong>Financeiramente</strong>:<br />
1. A Impresa, rival da Prisa, foi a principal beneficiada com a decisão. As suas acções no mercado de capitais registaram ontem, depois da notícia da suspensão, uma valorização de 10%.<br />
2. A decisão da Prisa foi penalizada pelo mercado: a Media Capital perdeu 15% do seu valor.<br />
3. A Ongoing, onde pontifica o marido de Manuela Moura Guedes e ex-director-geral da TVI, saiu a ganhar duplamente com a suspensão do Jornal Nacional: directamente, porque encaixou o seu quinhão de valor na subida da Impresa, onde detêm uma fatia considerável; indirectamente, por sair fragilizado um dos seus objectivos.</p>
<p><strong>Politicamente</strong>:<br />
4. O PSD, partido que concorre contra o PS de José Sócrates, foi o beneficiado, politicamente, com a suspensão do referido jornal.<br />
5. O PS e o Governo foram os mais prejudicados com a decisão de suspender o jornal televisivo que lhes era mais crítico.</p>
<p><strong>E um balanço subjectivo?</strong><br />
1. Os comentaristas (que eu li) ficaram-se a debater os aspectos irracionais do caso e, alguns, muito alegremente, quiseram fazer pender para o Governo a responsabilidade de uma decisão que objectivamente só prejudica este. Compreendam-nos: foram possuídos pel&#8217;A Verdade.<br />
2. Ninguém se lembrou de Pina Moura e da sua recente aproximação ao PSD.<br />
3. Ninguém quis seguir a pista do dinheiro. O JN foi <a href="http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Media/Interior.aspx?content_id=1352740">a (tímida) excepção</a>.</p>
<p><strong>Pergunta</strong>:<br />
1. Se a suspensão tivesse origem no Governo, o dia tinha sido diferente?<br />
Sim. Tal significaria que a TVI obtinha algum tipo de vantagem do Governo, como uma promessa de licença, favores nalgum negócio ou empreendimento, ou outro. O mercado de capitais recompensaria a acção, na perspectiva de que o valor da Prisa subiria por força dessa vantagem. As acções da Prisa subiam e as do grupo rival provavelmente desciam, na proporção.</p>
<p><strong>Cenário</strong>:<br />
O caro leitor dirige 1 empresa cotada em bolsa, depois de ter saído o director-geral. Este saiu há 1 mês para um grupo rival, que quer comprar e controlar a sua empresa. Deixou na sua empresa a mulher, num cargo de chefia onde tem acesso a informação classificada. Você:<br />
1. despede-a na primeira ocasião;<br />
2. deixa-a ficar, correndo o risco de passar informação ao seu ameaçador rival.</p>
<p>Não se coiba, leitor amigo. Diga-me nos comentários o que fazia.</p>
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		<title>Manifesto de 51 economistas e cientistas sociais</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jun 2009 16:24:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[manifesto]]></category>

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		<description><![CDATA[
 Esta é a imagem do trabalho escravo que eu prefiro combater. Foto de Jerry Zurek, Flickr. 
&#160;
O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.
Há quem se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><img class="alignright size-full wp-image-3429" title="170972239_1795eba845" src="http://pauloquerido.pt/novoWP/ficheiros/170972239_1795eba845.jpg" alt="170972239_1795eba845" width="500" height="338" /><br />
<span style="font-size:90%;"> Esta é a imagem do trabalho escravo que eu prefiro combater. Foto de <a href="http://www.flickr.com/photos/jerryzurek/170972239/">Jerry Zurek</a>, Flickr. </span></div>
<p>&nbsp;</p>
<p><em>O mercado como o conhecíamos morreu. Bem sei que muita gente prefere ignorar o avanço inexorável das modificações do meio ambiente, da propriedade dos meios de produção, da demografia e da transferência do capital de conhecimento.</em></p>
<p><em>Há quem se possa dar ao luxo de se manter ignorante. Mas a maioria não se pode dar a tal capricho. Não tem como.</em></p>
<p><em>Francamente, acredito que o impulso económico do lucro, que arrastou as sociedades ao longo dos 2 últimos séculos com os resultados qoe conhecemos, é insuficiente para fazer mexer as forças económicas hoje e nas próximas décadas. Vivemos num refluxo. É preciso descobrir, ou inventar, impulsos e motivações para uma economia que privilegie a distribuição da riqueza, e não apenas a sua acumulação, maximizada a todo o custo, no topo cada vez mais estreito da pirâmide.</em></p>
<p><em>Sou apenas um cidadão interessado, não um técnico, político ou especialista. Mas &#8212; como qualquer cidadão com voz, e voz ampliada pelo emergente ambiente social em rede &#8212; posso contribuir. Daí republico este</em></p>
<h2> manifesto de 51 economistas e cientistas sociais</h2>
<p><strong>O debate deve ser centrado em prioridades: só com emprego se pode reconstruir a economia </strong><br />
Estamos a atravessar uma das mais severas crises económicas globais de sempre. Na sua origem está uma combinação letal de desigualdades, de especulação financeira, de mercados mal regulados e de escassa capacidade política. A contracção da procura é agora geral e o que parece racional para cada agente económico privado – como seja adiar investimentos porque o futuro é incerto, ou dificultar o acesso ao crédito, porque a confiança escasseia – tende a gerar um resultado global desastroso. <span id="more-3424"></span></p>
<p>É por isso imprescindível definir claramente as prioridades. Em Portugal, como aliás por toda a Europa e por todo o mundo, o combate ao desemprego tem de ser o objectivo central da política económica. Uma taxa de desemprego de 10% é o sinal de uma economia falhada, que custa a Portugal cerca de 21 mil milhões de euros por ano – a capacidade de produção que é desperdiçada, mais a despesa em custos de protecção social. Em cada ano, perde-se assim mais do que o total das despesas previstas para todas as grandes obras públicas nos próximos quinze anos. O desemprego é o problema. Esquecer esta dimensão é obscurecer o essencial e subestimar gravemente os riscos de uma crise social dramática.</p>
<p>A crise global exige responsabilidade a todos os que intervêm na esfera pública. Assim, respondemos a esta ameaça de deflação e de depressão propondo um vigoroso estímulo contracíclico, coordenado à escala europeia e global, que só pode partir dos poderes públicos. Recusamos qualquer política de facilidade ou qualquer repetição dos erros anteriores. É necessária uma nova política económica e financeira.</p>
<p>Nesse sentido, para além da intervenção reguladora no sistema financeiro, a estratégia pública mais eficaz assenta numa política orçamental que assuma o papel positivo da despesa e sobretudo do investimento, única forma de garantir que a procura é dinamizada e que os impactos sociais desfavoráveis da crise são minimizados. Os recursos públicos devem ser prioritariamente canalizados para projectos com impactos favoráveis no emprego, no ambiente e no reforço da coesão territorial e social: reabilitação do parque habitacional, expansão da utilização de energias renováveis, modernização da rede eléctrica, projectos de investimento em infra-estruturas de transporte úteis, com destaque para a rede ferroviária, investimentos na protecção social que combatam a pobreza e que promovam a melhoria dos serviços públicos essenciais como saúde, justiça e educação.</p>
<p>Desta forma, os recursos públicos servirão não só para contrariar a quebra conjuntural da procura privada, mas também abrirão um caminho para o futuro: melhores infra-estruturas e capacidades humanas, um território mais coeso e competitivo, capaz de suportar iniciativas inovadoras na área da produção de bens transaccionáveis.</p>
<p>Dizemo-lo com clareza porque sabemos que as dúvidas, pertinentes ou não, acerca de alguns grandes projectos podem ser instrumentalizadas para defender que o investimento público nunca é mais do que um fardo incomportável que irá recair sobre as gerações vindouras. Trata-se naturalmente de uma opinião contestável e que reflecte uma escolha político-ideológica que ganharia em ser assumida como tal, em vez de se apresentar como uma sobranceira visão definitiva, destinada a impor à sociedade uma noção unilateral e pretensamente científica.</p>
<p>Ao contrário dos que pretendem limitar as opções, e em nome do direito ao debate e à expressão do contraditório, parece-nos claro que as economias não podem sair espontaneamente da crise sem causar devastação económica e sofrimento social evitáveis e um lastro negativo de destruição das capacidades humanas, por via do desemprego e da fragmentação social. Consideramos que é precisamente em nome das gerações vindouras que temos de exigir um esforço internacional para sair da crise e desenvolver uma política de pleno emprego. Uma economia e uma sociedade estagnadas não serão, certamente, fonte de oportunidades futuras.</p>
<p>A pretexto dos desequilíbrios externos da economia portuguesa, dizem-nos que devemos esperar que a retoma venha de fora através de um aumento da procura dirigida às exportações. Propõe-se assim uma atitude passiva que corre o risco de se generalizar entre os governos, prolongando o colapso em curso das relações económicas internacionais, e mantendo em todo o caso a posição periférica da economia portuguesa.</p>
<p>Ora, é preciso não esquecer que as exportações de uns são sempre importações de outros. Por isso, temos de pensar sobre os nossos problemas no quadro europeu e global onde nos inserimos. A competitividade futura da economia portuguesa depende também da adopção, pelo menos à escala europeia, de mecanismos de correcção dos desequilíbrios comerciais sistemáticos de que temos sido vítimas.</p>
<p>Julgamos que não é possível neste momento enfrentar os problemas da economia portuguesa sem dar prioridade à resposta às dinâmicas recessivas de destruição de emprego. Esta intervenção, que passa pelo investimento público económica e socialmente útil, tem de se inscrever num movimento mais vasto de mudança das estruturas económicas que geraram a actual crise. Para isso, é indispensável uma nova abordagem da restrição orçamental europeia que seja contracíclica e que promova a convergência regional.</p>
<p>O governo português deve então exigir uma resposta muito mais coordenada por parte da União Europeia e dar mostras de disponibilidade para participar no esforço colectivo. Isto vale tanto para as políticas destinadas a debelar a crise como para o esforço de regulação dos fluxos económicos que é imprescindível para que ela não se repita. Precisamos de mais Europa e menos passividade no combate à crise.</p>
<p>Por isso, como cidadãos de diversas sensibilidades, apelamos à opinião pública para que seja exigente na escolha de respostas a esta recessão, para evitar que o sofrimento social se prolongue.</p>
<p>Publiquem nos vossos vossos blogues. Abaixo os subscritores</p>
<p>Manuel Brandão Alves, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Carlos Bastien, Economista, Professor Associado, ISEG;<br />
Jorge Bateira, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;<br />
Manuel Branco, Economista, Professor Associado, Universidade de Évora;<br />
João Castro Caldas, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural do Instituto Superior de Agronomia;<br />
José Castro Caldas, Economista, Investigador, Centro de Estudos Sociais;<br />
Luis Francisco Carvalho, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
João Pinto e Castro, Economista e Gestor;<br />
Ana Narciso Costa, Economista, Professora Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Pedro Costa, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Artur Cristóvão, Professor Catedrático, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro;<br />
Álvaro Domingues, Geógrafo, Professor Associado, Faculdade da Arquitectura da Universidade do Porto;<br />
Paulo Areosa Feio, Geógrafo, Dirigente da Administração Pública;<br />
Fátima Ferreiro, Professora Auxiliar, Departamento de Economia, ISCTE-IUL;<br />
Carlos Figueiredo, Economista; Carlos Fortuna, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
André Freire, Politólogo, Professor Auxiliar, ISCTE;<br />
João Galamba, Economista, doutorando em filosofia, FCSH-UNL;<br />
Jorge Gaspar, Geógrafo, Professor Catedrático, Universidade de Lisboa;<br />
Isabel Carvalho Guerra, Socióloga, Professora Catedrática;<br />
João Guerreiro, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;<br />
José Manuel Henriques, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Pedro Hespanha, Sociólogo, Professor Associado, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
João Leão, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
António Simões Lopes, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Margarida Chagas Lopes, Economista, Professora Auxiliar, ISEG;<br />
Raul Lopes, Economista, Professor Associado, ISCTE-IUL;<br />
Francisco Louçã, Economista, Professor Catedrático, ISEG;<br />
Ricardo Paes Mamede, Economista, Professor Auxiliar, ISCTE-IUL;<br />
Tiago Mata, Historiador e Economista, Universidade de Amesterdão;<br />
Manuel Belo Moreira, Engenheiro Agrónomo, Professor Catedrático, Departamento de Economia Agrária e Sociologia Rural, Instituto Superior de Agronomia;<br />
Mário Murteira, Economista, Professor Emérito, ISCTE- IUL;<br />
Vitor Neves, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
José Penedos, Gestor; Tiago Santos Pereira, Investigador, Centro de Estudos Sociais;<br />
Adriano Pimpão, Economista, Professor Catedrático, Universidade do Algarve;<br />
Alexandre Azevedo Pinto, Economista, Investigador, Faculdade de Economia da Universidade do Porto;<br />
Margarida Proença, Economista, Professora Catedrática, Escola de Economia e Gestão, Universidade do Minho;<br />
José Reis, Economista, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
João Rodrigues, Economista, doutorando, Universidade de Manchester;<br />
José Manuel Rolo, Economista, Investigador, Instituto de Ciências Sociais;<br />
António Romão, Economista, Professor Catedrático, ISEG-UTL;<br />
Ana Cordeiro Santos, Economista, Investigadora, Centro de Estudos Sociais;<br />
Boaventura de Sousa Santos, Sociólogo, Professor Catedrático, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
Carlos Santos, Economista, Professor Auxiliar, Universidade Católica Portuguesa;<br />
Pedro Nuno Santos, Economista;<br />
Mário Rui Silva, Economista, Professor Associado, Faculdade de Economia do Porto;<br />
Pedro Adão e Silva, Politólogo, ISCTE;<br />
Nuno Teles, Economista, doutorando, School of Oriental and African Studies, Universidade de Londres;<br />
João Tolda, Economista, Professor Auxiliar, Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra;<br />
Jorge Vala, Psicólogo Social, Investigador;<br />
Mário Vale, Geógrafo, Professor Associado, Universidade de Lisboapt</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Fases pandémicas: o que significa passar de 3 para 4</title>
		<link>http://pauloquerido.pt/economia/fases-pandemicas-o-que-significa-passar-de-3-para-4/</link>
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		<pubDate>Wed, 29 Apr 2009 12:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Querido</dc:creator>
				<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[media]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[gripe dos suínos]]></category>

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		<description><![CDATA[Nota: este post tem um objectivo informativo sobre o significado dos níveis  não reflecte necessariamente o estado actual, tendo sido escrito a 29 de Abril. Para conhecer o nível actual, a melhor fonte é a Organização Mundial de Saúde, veja o microsite para a gripe A.
A Direcção-Geral de Saúde tem um micro-site algures lá [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nota: este post tem um objectivo informativo sobre o significado dos níveis  não reflecte necessariamente o estado actual, tendo sido escrito a 29 de Abril. <strong>Para conhecer o nível actual, a melhor fonte é a Organização Mundial de Saúde, veja o <a href="http://www.who.int/csr/disease/swineflu/en/index.html">microsite para a gripe A</a></strong>.</p>
<p><span class="caps">A</span> Direcção-Geral de Saúde tem um micro-site algures lá no seu <a href="http://www.dgs.pt/default.aspx">website</a> que, embora útil, padece de uma doença frequente em sites da AP: acessibilidade dificultada. Por isso, republico aqui um quadro com uma informação que foi muito solicitada nas últimas 48 horas e que permite perceber o que significa, verdadeiramente, a WHO ter passado de 3 para 4 o nível de alerta.</p>
<table class="MsoNormalTable" style="border: medium none; width: 389.4pt; border-collapse: collapse;" border="1" cellspacing="0" cellpadding="0" width="519">
<tbody>
<tr>
<td style="border: 1pt solid black; padding: 0cm 5.4pt; background: #e0e0e0 none repeat scroll 0% 0%; width: 70.4pt;" width="94">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><a name="OLE_LINK2"></a><a name="OLE_LINK1"><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Período</span></strong></span></a></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #e0e0e0 none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fases</span></strong></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #e0e0e0 none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Objectivos fundamentais</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">de saúde pública</span></strong></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr style="height: 2cm; page-break-inside: avoid;">
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #00ccff none repeat scroll 0% 0%; width: 70.4pt; height: 2cm;" rowspan="2" width="94">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Interpandémico</span></strong></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #00ccff none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt; height: 2cm;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 1</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe(1) em humanos. Um subtipo de vírus da gripe que já causou infecção em humanos pode estar em circulação entre animais, mas o risco(2) de infecção ou doença humana é baixo</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #00ccff none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt; height: 2cm;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Reforçar a preparação/os planos de contingência para a gripe pandémica, ao nível global, regional, nacional e subnacional</span></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #00ccff none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 2</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Não foram detectados novos subtipos do vírus da gripe em humanos. No entanto, existe um subtipo do vírus da gripe em circulação em animais que apresenta um elevado risco(2) de infecção humana</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: #00ccff none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Minimizar o risco de transmissão aos humanos através da rápida detecção e declaração de situações de transmissão se ocorrerem</span></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 70.4pt;" rowspan="3" width="94">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Alerta</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">pandémico</span></strong></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 3</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Existe infecção humana com um novo subtipo do vírus, mas não foi detectada transmissão pessoa-a-pessoa ou, no máximo, houve situações de transmissão para contactos próximos(3)</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Assegurar a rápida caracterização do novo subtipo do vírus e a detecção atempada, declaração e resposta a casos adicionais</span></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 4</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Existem um ou mais pequenos clusters/surtos(4) com transmissão pessoa-a-pessoa limitada, no entanto a disseminação do vírus é completamente localizada, indicando que o vírus ainda não está bem adaptado ao hospedeiro humano</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Manter/Conter o novo vírus em focos limitados ou retardar a sua disseminação de forma a ganhar tempo para implementar medidas de preparação/prevenção, incluindo o desenvolvimento de vacinas</span></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 5</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Existem clusters/surtos de maiores dimensões(5), mas a transmissão pessoa-a-pessoa ainda é localizada, indicando que o vírus está a adaptar-se gradualmente melhor ao hospedeiro humano, mas ainda não atingiu um nível de transmissão considerado eficaz (substancial risco pandémico)</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: yellow none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Reforçar as acções de contenção ou</span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">retardamento da disseminação do vírus, de forma a evitar (possivelmente) a pandemia e ganhar tempo para implementar medidas de resposta à pandemia</span></span></span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: red none repeat scroll 0% 0%; width: 70.4pt;" width="94">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: center;" align="center"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Pandémico</span></strong></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: red none repeat scroll 0% 0%; width: 169pt;" width="225">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><strong><span style="font-size: 8pt; color: black;">Fase 6</span></strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">A pandemia está instalada: existe um risco aumentado e substancial de transmissão na população em geral</span></span></span></p>
</td>
<td style="padding: 0cm 5.4pt; background: red none repeat scroll 0% 0%; width: 150pt;" width="200">
<p class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 0pt; text-align: left;" align="left"><span><span><span style="font-size: 8pt; color: black;">Minimizar o impacto da pandemia</span></span></span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: justify;">(1) Um novo subtipo de vírus é um vírus que ainda não circulou em humanos durante, pelo menos, várias décadas e para o qual a maioria da população humana não tem imunidade.</p>
<p>(2) A distinção entre as fases 1 e 2 baseia-se no risco de infecção ou doença humana, resultante de estirpes que circulam em animais. Esta distinção é baseada em vários factores e a sua importância relativa, de acordo com os conhecimentos científicos actuais. Estes factores podem incluir a patogenicidade em animais e humanos; a ocorrência em animais domésticos e gado ou em animais selvagens; a ocorrência em enzootia ou epizootia; a ocorrência em áreas geográficas localizadas ou dispersas e/ou outros parâmetros científicos.</p>
<p>(3) A distinção entre as fases 3, 4 e 5 é baseada na avaliação do risco de ocorrência de uma pandemia. Podem ser considerados vários factores e a sua importância relativa, de acordo com os conhecimentos científicos actuais. Estes factores podem incluir a velocidade de transmissão, a localização e disseminação geográfica, a gravidade da doença, a presença de genes de estirpes humanas (se derivados de uma estirpe animal) e/ou outros parâmetros científicos.</p>
<p>(4) Surtos com poucos casos humanos (ex. 25 casos, com duração de menos de 2 semanas). Nas fases iniciais de um surto não será possível calcular Ro (taxa/número básico de reprodução = média de novas infecções geradas por um caso), mas, com base em estudos de modelação, calcula-se que estes surtos terão 0 &lt; Ro ≤ 0,5.</p>
<p>(5) Surtos com maior número de casos humanos (ex. 25 a 50 casos, com duração de 2 a 4 semanas). Nas fases iniciais de um surto não será possível calcular Ro (taxa/número básico de reprodução = média de novas infecções geradas por um caso), mas, com base em estudos de modelação, calcula-se que estes surtos terão 0,5 &lt; Ro ≤ 1.</p>
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